Espiritualidade e Sociedade





Sérgio Honório da Silva

>   A Vida Futura

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Sérgio Honório da Silva
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Pilatos entrou no Pretório, e se dirigindo a Jesus perguntou-lhe: Tu és Rei dos Judeus? Respondeu-lhe Jesus: "o meu reino não é deste mundo, se meu reino fosse deste mundo, certo que os meus ministros haviam de providenciar para que eu não fosse entregue aos judeus".

Por estas palavras Jesus se refere claramente a vida futura, que Ele apresenta em todas as circunstâncias como o fim a que se destina a humanidade, devendo ser este o objeto das principais preocupações do homem sobre a Terra. A idéia clara e precisa da vida futura nos dá, como resultado, uma fé inabalável, e altera o nosso modo de pensar e encarar a vida, nos dá coragem para enfrentarmos os obstáculos e dificuldades.

Examinando o Evangelho, atentamente, observamos que a "morte de Jesus" foi o primeiro fruto para a demonstração da imortalidade da alma, da vida futura, com as sucessivas aparições com que se mostrou, posteriormente, a seus discípulos. Certamente a intenção de Jesus foi nos dar mais esse ensinamento, para mostrar que a morte não extingue o ser, não destrói a individualidade, não aniquila o Espírito.

A morte de Jesus e suas posteriores aparições vêm provar que a Vida Espiritual é solidária com a vida terrena, demonstrando a possibilidade de contato entre este mundo e o Mundo Maior.

Jesus, o homem excelente, nasceu, viveu e morreu, como acontece com todos, e para dar exemplo da Lei de Deus, da Lei Natural, reapareceu depois da morte do seu corpo, constituindo-se as primícias da vida após a morte, ou seja, das aparições e comunicações com os "mortos".

Jesus, para demonstrar a imortalidade da alma não poderia simplesmente aparecer antes do seu nascimento, pois iriam tomá-lo como um ser "sobrenatural" incompreensível aos habitantes da Terra. Ele precisava tornar-se conhecido, para depois se dar a conhecer. E baseando-se a sua Doutrina na Vida Eterna, ela só poderia prevalecer com as demonstrações da imortalidade do seu Fundador.

A simples dúvida da existência após a morte faz com que o homem direcione todos os seus atos na vida presente, se prende mais as necessidades materiais, abrindo janelas para o orgulho e vaidade, se distanciando cada vez mais da mensagem deixada pelo Mestre Jesus e Dele próprio.

Uma pesquisa de opinião pública revela que, em todo o mundo, a aspiração mais profunda do homem é viver, e a sua preocupação mais angustiante é morrer. O homem, apesar de seus progressos gigantescos e de suas brilhantes descobertas, não encontrou respostas para esses anseios.

A chegada da Doutrina Espírita, do Consolador Prometido por Jesus, é que vem mudando esses conceitos que nos esclarecer através dos seus ensinamentos. O Espírito de Hammed nos diz que: "em verdade a morte física não nos tira a vida, mas nos faz transitar por novos caminhos".

Somos nômades do Universo, viajantes das vidas sucessivas, na busca do aperfeiçoamento. Kardec dizia: "nascer, morrer, renascer ainda e progredir incessantemente, tal é a lei".

 

 

Fonte: http://www.aeradoespirito.net/ArtigosSHS/A_VIDA_FUTURA_SHS.html

 



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