Espiritualidade e Sociedade





Milan Ryzl

>   A Sobrevivência Post-Mortem

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(trecho)

Milan RYZL
Bioquímico Tcheco. Nasceu em 22 de maio de 1928, em Praga, Tchecoslováquia. Estudou na Charles University, Praga (D.Sc., 1952). Pertenceu ao Instituto de Biologia da Academia de Ciência da Tchecoslováquia, foi membro da Parapsychology Association e vencedor do prêmio McDougall para pesquisa em parapsicologia no ano de 1962. Ele é considerado uma das principais citações em parapsicologia no Ocidente. Ryzl tomou um interesse especial na cognição paranormal de sujeitos sob hipnose. Tentou desenvolver um método pelo qual a ESP de tais sujeitos pudesse ser trazida sob controle voluntário. Organizou estudos parapsicológicos em Praga e obteve também um posto como bioquímico na Academia de San José, Califórnia. Trabalhou por um tempo no Laboratório de Parapsicologia na Universidade de Duque e em 1963 escreveu uma série de documentos com J. G. Pratt. Ele é creditado como sendo a primeira pessoa a escrever sobre parapsicologia na Europa comunista
.

 

O mistério da morte e a crença em alguma espécie de existência continuada em outro mundo tem sido uma questão importante no pensamento do homem desde os tempos pré-históricos. Já o homem de Neandertal ponderava sobre ela. Desde aqueles tempos, os ritos do enterro e a questão da existência post-mortem têm exercido um papel crucial na maioria das religiões.

Esta crença milenar exerce também um papel essencial no espiritismo moderno. Se desconsiderarmos as diferenças não importantes entre as seitas individualmente, o papel mais importante dos ensinamentos espíritas (ou da religião) está na crença de que uma parte imortal da pessoa humana — o espírito — sobrevive depois da morte do corpo e continua sua existência com aproximadamente as mesmas qualidades, interesses e atividades que eram características da pessoa durante sua vida terrena. A única importante diferença é a ausência de corpos materiais no mundo dos espíritos. Alega-se, além disso, que esses espíritos que sobrevivem podem comunicar-se com os homens e influir sobre nossa vida material, por intermédio de certas pessoas especialmente dotadas (denominadas médiuns). Supõe-se que essa comunicação ocorre quando o médio se acha num estado de transe especial; os espiritistas crêem que, quando o médium se encontra nesse estado, seu corpo é possuído pelo "espírito" que se utiliza desse corpo para transmitir sua mensagem.

Quando a mudança da personalidade do médium para a do "espírito" se torna completa, o médium sente e age como se fosse o verdadeiro espírito. Esse foi o caso na sessão a que assisti com o grupo de estudantes. Muitas vezes a mudança não se opera de maneira completa. Nessa ocasião o médium tem apenas uma experiência de alucinação na qual vê o espírito e o ouve falar.

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