Espiritualidade e Sociedade





Rogério Miguez


>    O bem no limite das forças

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Rogério Miguez
>   O bem no limite das forças

 

 

Para agradar a Deus e assegurar a sua posição futura, bastará que o homem não pratique o mal?
“Não; cumpre-lhe fazer o bem no limite de suas forças,
porquanto responderá por todo mal que haja resultado de não haver praticado o bem.”
(1)

 

Manancial aparentemente inesgotável de ensinamentos, O livro dos espíritos é um compêndio com imensos tesouros, sendo descobertos na medida em que o leitor amadurece espiritualmente, alcançando pouco a pouco a idade da razão. Leia-se uma, duas, mil vezes, e em cada leitura observam-se pérolas não percebidas anteriormente. Entre tantas excepcionais perguntas e respectivas respostas, sábias e elucidativas, uma se destaca por fornecer um guia seguro de conduta e comportamento para todos os espíritas e certamente no futuro para toda a humanidade. Referimo-nos à pergunta de número 642. Nesta, Allan Kardec, abordando a primeira Lei divina, a Lei Natural, em seu item terceiro, quando explora os conceitos sobre “o bem e o mal”, após várias considerações, expressa o desejo de entender como nos conduziremos para alcançar a tão almejada “salvação”, visto assim podermos interpretar desta forma o texto: “Agradar a Deus e assegurar a sua posição futura”. 

Notam-se no conjunto duas recomendações de conduta regendo a nossa existência, considerando o aspecto moral: “não fazer o mal”; “fazer o bem”, contudo, há um destaque: [...] responderá por todo mal que haja resultado de não haver praticado o bem. (Destaque nosso.)

Vemos claramente duas obrigações: uma de não fazer e uma de fazer, mas, com ênfase ao exercício da segunda no limite das forças, quando, mesmo não praticando o mal, há possibilidade de se incorrer em falta.

Observa-se no original francês, a orientação também escrita em itálico: “à cause du bien qu'il n'aura pas fait”, vindo dai a razão dos tradutores terem sido fiéis ao texto, mantendo o destaque original. E qual seria a justificativa de Allan Kardec, por ter registrado em itálico apenas esta parte da resposta? Teriam os Espíritos lhe sugerido escrever desta forma para alertar os futuros leitores sobre este particular e importantíssimo enfoque? Desconhecemos, contudo, independente do motivo, destaca-se o fato. Talvez seja este o lado menos observado em nossa conduta em relação ao próximo, afinal, não fazer o mal é “relativamente fácil” e fazer o bem “também o é”, mas fazer o bem até a exaustão não é uma conduta esperada de Espíritos vinculados a um mundo de provas e expiações em vias de se regenerar.

 

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