Espiritualidade e Sociedade



Luiz Carlos Formiga

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-   JOVEM, CEGA E SURDA, SURPREENDE NA UNIVERSIDADE

Texto do professor Luiz Carlos Formiga conta a história de Helen Keller e discute preconceitos comuns

Helen Keller (1), descendia, por parte paterna, de Gaspar Keller, suíço estabelecido em Marlyland. Entre os seus antepassados, consta o primeiro professor de surdos-mudos de Zurich, paradoxalmente, autor de um tratado sobre o tema.

Nascida a 27 de junho de 1880, em uma pequena cidade do norte de Alabama (USA). Helen aos 18 meses de idade viu-se, em virtude de uma doença desconhecida, privada dos sentidos da visão e da audição. Poderia ter vida instintiva e chegar à idiotia. Não aprendeu a falar, mas a fazer sinais para se comunicar. Movimentando a cabeça para os lados dizia "não". Para cima e para baixo - "sim". Puxando, dizia "vem" e empurrando, "não".

Anne Sullivan, irlandesa de 21 anos de idade, era recém-formada pela Escola de Cegos Perkins, em Boston e foi contratada pelo casal Keller, para ensinar a filha, de seis anos de idade. A professora inicia a árdua tarefa do seu processo de reabilitação. Com a jovem professora, aquela menina, que vivia num mundo sem som e imagem, aprendeu a distinguir seres e objetos com o toque das mãos e com essas experiências começou a ensaiar o raciocínio.

Desde o início, Anne tentou comunicar-se com Helen utilizando o alfabeto manual. O primeiro objeto que lhe mostrou foi uma boneca, desenhando, então, e simultaneamente, na palma da sua mão, os símbolos gráficos que compunham aquela palavra. Contudo, a criança não compreendeu a mensagem que Anne lhe pretendia transmitir, julgando apenas tratar-se de uma mera brincadeira inconseqüente. Um mês depois, ocorreu algo muito importante. Após muitos esforços, por parte da professora, a menina compreendeu, finalmente, a chave do enigma.

Examinemos suas própria narrativa:

"Um dia, enquanto brincava com a minha boneca nova, a senhorita Sullivan colocou minha grande boneca de pano no meu colo, soletrou "d-o-l-l" (boneca) e tentou me fazer entender que "doll" se aplicava a ambas. Antes, naquele mesmo dia, tivéramos um desentendimento sobre as palavras "m-u-g" (caneca) e "w-a-t-e-r" (água). A senhorita Sullivan tentara me fazer entender que "m-u-g" era "mug" e "w-a-t-e-r", "water", mas eu persistia em confundir as duas. Desalentada, deixou de lado o assunto para retomá-lo na primeira oportunidade. Fiquei impaciente com suas repetidas tentativas e peguei minha boneca nova e a atirei no chão. Fiquei feliz quando senti os pedaços da boneca quebrada nos meus pés (...) e senti uma espécie de satisfação por ter desaparecido a causa do meu desconforto. Ela me trouxe o meu chapéu e eu percebi que iríamos passear lá fora sob o sol quentinho. Este pensamento, se é que eu possa denominar essa sensação intraduzível de pensamento, me fez pular de prazer.

Caminhamos até a fonte, atraídas pela fragrância das madressilvas. Alguém estava pegando água e minha professora colocou a minha mão sob o jato. Enquanto a água fresca jorrava em uma das mãos, ela começou a soletrar a palavra água na outra. Primeiro lentamente, depois rapidamente. Fiquei ali parada, toda a minha atenção concentrada nos movimentos dos dedos dela. Subitamente adquiri uma consciência não muito clara, como de algo esquecido uma excitação de retorno do pensamento; e de alguma forma o mistério da linguagem revelou-se para mim. Eu sabia então que á-g-u-a significava aquela coisa fresca e deliciosa que fluía pela minha mão. Aquela palavra viva despertou-me a alma, deu-lhe luz, esperança, alegria, libertou! Ainda havia barreiras, é verdade, porém barreiras que podiam ser derrubadas com o tempo.

Saí dali ávida por aprender. Tudo tinha um nome e cada nome fazia nascer um novo pensamento. No caminho de casa, cada objeto que eu tocava parecia pulsar. Era porque eu via a tudo com uma visão estranha, nova, que se me revelara (...) Naquele dia aprendi muitas palavras novas (...) palavras que fariam o mundo desabrochar para mim. Teria sido difícil achar uma criança mais feliz do que eu quando deitei na minha cama no final daquele memorável dia..."


A partir daquele momento, os progressos de Helen foram rápidos e sucessivos, graças à fraternidade, dedicação e empenho da sua professora, Anne Sullivan, que se manteve sempre a seu lado. No colégio de moças "normais", usei aspas porque o poeta diz que de perto ninguém é normal, Helen Keller foi recebida com relutância. Não podia ouvir as aulas ou tomar notas, mas mesmo assim, aos 24 anos de idade, concluiu, com distinção, a sua licenciatura em Humanidades, no "Radcliffe College".

Escrevia em inglês e francês e fez inúmeras conferências pelo mundo, incluindo o Brasil. Seus livros são admiráveis. Em "Minha Vida de Mulher" fala da sua religiosidade:

"ninguém pode saber melhor do que eu o que são as amarguras dos defeitos físicos. Não é verdade que eu nunca esteja triste, mas há muito resolvi não me queixar. Eis para que serve a religião: inspirar-nos à luta até ao fim, de ânimo forte e sorriso nos lábios".
"Mas, uma ambição eu tenho: a de não me deixar abater. Para tanto conto com a bênção do trabalho, o conforto da amizade e a fé inabalável nos altos desígnios de Deus".

Como conciliar Carma e Misericórdia? O deficiente visual Chico Xavier respondeu: "Quando temos dívida na retaguarda, mas continuamos trabalhando a serviço do próximo, a Misericórdia Divina manda adiar a execução da sentença de resgate, até que os méritos do devedor possam ser computados em seu benefício"(6).

Helen teve um papel preponderante, na luta que empreendeu pela paz, pela defesa dos direitos das pessoas com deficiência visual e, nomeadamente, pela reabilitação e reintegração profissional daqueles que se tinham tornado deficientes por volta da Segunda Guerra Mundial. Defendia a aprendizagem das crianças cegas, em contacto com a natureza e com as outras crianças não deficientes, e não, como então era usual, em colégios internos - de ensino segregado.

Helen Keller faleceu no dia 1 de junho de 1968, legando-nos, com o seu exemplo, uma mensagem: a determinação e o querer são armas invencíveis, para se poderem vir a ultrapassar todas as barreiras aparentemente intransponíveis, como aquela que faz com que ninguém queira adotar o menino negro, órfão da AIDS, ao contrário do irmão de olhos azuis.

Não posso esquecer aquele dia em que fui o "médium de transporte", do professor Marcus Vinícius Telles e sua esposa Dulce. Sua companheira me faz lembrar que "por trás de todo grande homem existe uma grande mulher", empurrando-o. Nos dirigíamos a uma localidade próxima à Angra dos Reis, que fica a algumas horas do centro do Rio de Janeiro e, por isso, tivemos tempo para conversar animadamente. Posteriormente, nossos filhos, que aniversariam no mesmo dia, se tornariam também amigos. A missão de Marcus era mostrar O Evangelho segundo o Espiritismo, "de bolso", aos jovens espíritas, naquele agradável encontro. Diz ele que: "a juventude de hoje não se interessa mais por aprender o Braille. Os jovens acham mais fácil usar fitas, usar o DOSVOX, e não percebem que, sem o Sistema Braille, eles permanecem analfabetos".

Pimentel (5) pela internet relembrou o que conversamos no carro.

"O professor Marcus Vinícius cegou aos 23 anos de idade. Antes da cegueira, viajou para muitos países por conta da função que exercia na Marinha Mercante desde os 18 anos, e costuma dizer que, embora não tenha aproveitado o suficiente, não pode se queixar das inesquecíveis imagens que as constantes viagens lhe proporcionaram no tempo em que enxergava. O trabalho na Marinha lhe proporcionou mais de 100.000 milhas em viagens, o equivalente a 5 vezes a circunferência da Terra.

Marcus aprendeu Braille (IBC) em um mês, constituiu família e trabalhava como vendedor autônomo até que, com a chegada de seu primeiro filho, decidiu retornar aos estudos. Na Faculdade (Cândido Mendes/RJ), ingressou no curso de História, uma área que lhe despertava grande interesse, desde a época em que era da Marinha. Durante 44 anos, dividiu seu tempo entre as atividades docentes e as tarefas que assumiu à frente da SPLEB, Sociedade Pró-Livro Espírita em Braille, que ajudou a fundar em 1953 (Rua Thomaz Coelho, 51,Vila Isabel. RJ. CEP 20540-110. TEL. (021) 2288-9844).

Permitam-me uma escapada. Na SPLEB, são muitas as tarefas. Há desde aquelas que estão diretamente envolvidas com a impressão de livros em Braille (dobra de papel, impressão, costura, encadernação) até aquelas mais simples e nem por isto, menos importantes do tipo: fazer café, ajudar a encher o filtro, conduzir alguém ao ônibus, etc.

O início da vida de professor foi muito dificultado pela deficiência visual, devido ao preconceito que sofria, até nas entrevistas com diretores nas escolas. Venceu as barreiras iniciais da discriminação e chegou a ministrar aulas em três colégios ao mesmo tempo. Sua história chega a se confundir com própria história da SPLEB, instituição de Utilidade Pública Federal, Estadual e Municipal, pois sua participação desde a criação do primeiro estatuto foi um fator determinante para o crescimento da entidade. Hoje a SPLEB possui sede própria instalada numa casa de três andares, com Imprensa Braille, biblioteca (aproximadamente 400 títulos em Braille, audioteca, etc) e espaço para ministrar cursos de escrita, de operador de câmera escura, e de línguas como inglês e esperanto. Aposentado, é o 1º Vice-Presidente da SPLEB, que em 1997 esteve comemorando os 40 anos do primeiro livro espírita impresso em Braille: "O que é o Espiritismo", de Allan Kardec. A obra já existia em Braille desde 1928, mas apenas alguns exemplares escritos à mão na reglete.

A SPLEB conta com mais de 300 sócios, e tem sua subsistência garantida através de doações e da promoção de bazares beneficentes, mantendo-se principalmente graças ao serviço de transcritores voluntários na produção de livros da Doutrina Espírita em Braille para distribuição gratuita, desde 1957, a cegos, bibliotecas e instituições. Eleito "Cego do Ano", em 15 de outubro de 1997, "Dia da Bengala", pela ACIC(Ação Comunitária pela Integração dos Cegos), o professor Marcus Vinícius é mais um exemplo de persistência na superação das limitações geradas a partir da cegueira."


Luiz Antonio Millecco escreveu um artigo intitulado, "Cegos Espíritas" (2). Logo pensei no duplo sentido e concluí que não poderia ter o mesmo enfoque que dei num artigo na Revista Internacional de Espiritismo (3). O título dado por Millecco não poderia ser invertido, pois modificaria o sentido e abarcaria pequena parte da população espírita. Refiro-me àquela fração de "espíritas cegos", mesmo na universidade (4), que nem tomarão conhecimento do "Primeiro Congresso Internacional de Cegos Espíritas", na semana santa, 17 de abril de 2003, e que terá como tema Central: "O Cego e o Terceiro Milênio".

O Congresso de "Cegos-Espíritas" poderá discutir que a hipótese da sobrevivência da alma é aquela que melhor explicaria o fenômeno de visão em cegos, que médiuns ou não, poderiam se locomover em ambientes desconhecidos. Millecco indaga: "poderá o cego-médium, em desdobramento, transcender os limites que a cegueira lhe impõe?"

Na Revista Espírita, edição de março de 1864, páginas 72 a 75, da tradução brasileira (EDICEL, SP), Kardec se refere a aquarelas, com flores e paisagens, que foram feitas por uma jovem cega. Pesquisadores que duvidaram colocaram obstáculos entre seus olhos e o papel e perceberam que a jovem continuava a pintar e a desenhar com a mesma naturalidade, até porque não percebia a barreira de papelão. Mesmo que seja identificado como anímico, o caso não pode deixar de ser inusitado.

E sobre cegos e sonhos? Ofereço informação e deixo uma questão. Caso queiram ler sobre a "Interpretação Espírita dos Sonhos" vejam o texto que se originou de palestra no Centro de Pesquisas da Petrobrás (CENPES). Será encontrado nos "Artigos do NEU-RJ", nos seguintes endereços eletrônicos http://www.espirito.org.br/ ; http://zap.to/neurj/ ;http://www.ajornada.hpg.ig.com.br/. A questão é a seguinte: como interpretar o sonho de um cego de nascença? Millecco chama a atenção para a transcendência do tema em suas subdivisões naturais. Importante "atentar para o preconceito da sociedade em relação aos cegos".

Se não me falha a memória, a OMS registra 1.700.000 brasileiros com deficiência visual. Todos são penalizados, pois seus gastos específicos não podem ser abatidos e são "comidos pelo leão da receita federal". Ainda bem que eles podem votar.

Este preconceito começa na linguagem (como o "leproso" da hanseníase e as "venéreas" das doenças sexualmente transmissíveis). A linguagem no caso "é toda voltada para a visão", comenta o articulista Luiz Antonio Millecco. Oferece, ainda, exemplos como "faca cega" para indicar a faca que não corta; "nó cego"; "ponto de vista"; etc... Da linguagem o preconceito se transfere para a atitude. Isso se torna claro na "lepra", onde aparecem três níveis de afastamento. "Evitamento", quando nos esquivamos de qualquer contato (fraternidade) com a pessoa portadora do estigma. "Discriminação", conduta através da qual a sociedade lhes nega a igualdade de trato, impondo barreiras à sua participação. "Segregação", atitude onde está implícita a discriminação e desemboca no estabelecimento de limites especiais e no isolamento espacial (liberdade). Anne Sullivan sabia disso, Helen Keller soube mais tarde. Os antigos leprosos foram condenados a ficar "do outro lado da fronteira", como dizia um outro Antonio, o Magalhães Martins. Foram alijados da comunidade dos sadios, uma vez que saúde "é um estado de completo bem estar físico, mental e social".

A hanseníase sem tratamento pode levar a cegueira. Os doentes devem se organizar, porque saúde também é liberdade, que precisa ser conquistada. Os espíritas, que ajudaram a abrir as portas dos antigos "leprosários", não poderão ficar indiferentes. Com a mesma aparência, para facilitar aos médiuns "videntes", Leda estará presente. Vá abraçá-la mentalmente. Millecco diz que: "há ainda uma descrença geral, ou quase geral, nas potencialidades do cego e sua capacidade de se bastar e de cooperar para o bem comum."

Faço a pergunta e crio um gancho. Como a religião pode conciliar a justiça e a bondade de Deus, com o nascimento de crianças com AIDS? E, quando elas nascem cegas? Será a cegueira uma expiação; uma prova ou "para que nele se patenteiem as obras do poder de Deus"? O homem curado da cegueira, indagado pelos fariseus, lhes respondeu: "É de espantar que não saibais donde ele é e que ele me tenha aberto os olhos. Ora, sabemos que Deus não exalça os pecadores; mas, àquele que o honre e faça a sua vontade, a esse Deus exalça. "Desde que o mundo existe, jamais se ouviu dizer que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença. Se esse homem não fosse um enviado de Deus, nada poderia fazer de tudo o que tem feito." Disseram-lhe os fariseus: "Tu és todo pecado, desde o ventre de tua mãe, e queres ensinar-nos a nós? E o expulsaram". (João, cap. IX, vv. 1 a 34.).

Isto parece indicar que os fariseus acreditavam que a deficiência física era conseqüência do pecado, mesmo sendo cego de nascença. Como explicar? Os apóstolos, mais humildes, foram privilegiados. Ao passar, viu Jesus um homem que era cego desde que nascera. Seus discípulos lhe fizeram esta pergunta: Mestre, foi pecado desse homem, ou dos que o puseram no mundo, que deu causa a que ele nascesse cego? Jesus lhes respondeu: Não é por pecado dele, nem dos que o puseram no mundo; mas, para que nele se patenteiem as obras do poder de Deus. Tendo dito isso, cuspiu no chão e, havendo feito lama com a sua saliva, ungiu com essa lama os olhos do cego e lhe disse: Vai lavar-te na piscina de Siloé. Ele foi, lavou-se e voltou vendo claro. Seus vizinhos e os que o viam antes a pedir esmolas diziam: Não é este o que estava assentado e pedia esmola? Uns respondiam: É ele; outros diziam: Não, é um que se parece com ele. O homem, porém, lhes dizia: Sou eu mesmo.Perguntaram-lhe então: Como se te abriram os olhos? Ele respondeu: Aquele homem que se chama Jesus fez um pouco de lama e passou nos meus olhos, dizendo: Vai à piscina de Siloé e lava-te. Fui, lavei-me e vejo.

Isto parece indicar que o deficiente físico não deve ser visto como reencarnação de um "malfeitor em outras vidas", mas, eventualmente, como "espírito redimido", com reservas morais suficientes para suportar duras provas e/ou expiações. Serão poucos os que terão oportunidade de ler este artigo, mas mesmo assim gostaria de pedir ajuda. Divulguem esse encontro fraterno. "Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda?" Anotem que no próximo ano, 2003, a SPLEB comemorará 50 anos. Para marcar indelevelmente esta data, a instituição sem fins lucrativos, promoverá o Primeiro Congresso Internacional".(2) A data de fundação é 30 de junho de 1953.

Luiz Antonio Millecco, Marcus Vinícius Telles, e todos os companheiros gostarão de nos encontrar no abraço fraterno. Por isso inicio hoje a caminhada naquela direção, provavelmente, junto com você, que com paciência, me deu a honra de chegar até aqui. Se, durante o congresso, a natureza nos levar também a sua homenagem e oferecer borboletas coloridas entrando pelas janelas, que possamos descrevê-las para nossos amigos e amores com deficiência visual, com a mesma fraternidade, como o fez a senhorita Sullivan.

A menina Helen jamais esqueceria aquele dia, em que a água fresca jorraria em suas mãos. "Borboletas na Janela" é linguagem figurada e também um convite. Congressos de Esperanto têm quebrado barreiras e oferecido contribuição para que possamos recordar as palavras, colocando-as na ordem apropriada aos novos tempos: fraternidade, igualdade e liberdade. No exercício da fraternidade, com todo o encantamento, com todas as descobertas e satisfações proporcionadas por este congresso, iremos poder dizer como Helen Keller: "Teria sido difícil achar uma criança mais feliz do que eu quando deitei na minha cama no final daquele memorável dia e revivi as alegrias que tivera: e pela primeira vez esperei ansiosa pelo dia seguinte".


Referências Bibliográficas


1. Jornal de Parede. "Espaço Entre Nós". Edição nº3, Dezembro 2001. Delegação Regional do Sul e Ilhas da Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal. R. de Santa Marta, nº46 - 2º, 1150. Lisboa.

2. Millecco, L.A. Cegos Espíritas. SEI, 1691: 3-4, agosto, 2000. http://www.universoespirita.org.br/spleb/spleb.asp

3. NEU-RJ Artigos. As Ciências Biomédicas, os Doutores, o Espiritismo e os cegos de nascença. http://zap.to/neu/rj/

4. NEU-RJ Artigos. Na universidade. Indiferença ou medo? http://zap.to/neu/rj/

5. Pimentel, AP. http://www.ibcnet.org.br/Paginas/meios_revistas/public/Revdez97/Perfil.doc

6. Silveira, Adelino da. Chico, de Francisco. Cultura Espírita União, São Paulo, 1987.



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