Rita Foelker

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Há muito questionamento sobre a necessidade do uso da imposição na Educação, ou mesmo sobre se ela é prejudicial ou benéfica ao processo de desenvolvimento do Ser.

Como mãe, e conhecendo muitos pais e mães, sei bem que ela pode parecer a única alternativa em muitos momentos da vida prática, no relacionamento com os filhos. Pais freqüentemente se sentem incapazes de dialogar ou de encontrar outras alternativas, além de forçar um comportamento desejado.

O problema das imposições é que, a longo prazo, ou empregadas em repetidas ocasiões, elas tendem a minar a intimidade e acabam por deteriorar o relacionamento humano. Falando de relações amorosas de modo geral (marido/esposa, entre namorados, entre amigos), impor proibições ou atitudes com freqüência ou por um longo período tende a destruir todas as chances de um vínculo real. Amor e "impor" não combinam.

Impor não educa. Aos pais, eu diria que é um recurso de que se lança mão apenas esporadicamente, quando não se vislumbra mesmo outra maneira, e para efeitos muito imediatos, aprontar-se para sair, ou para não se expor a uma situação de perigo, como ir muito longe para dentro do mar.

Porém, não se impõe que uma criança estude piano, ou que ela goste de ir à escola, ou que ela respeite os mais velhos. O efeito das imposições contínuas é sempre mágoa, ressentimento e raiva, porque elas são um atentado à liberdade inata de todos os Espíritos. A longo prazo, leva ao evitamento e ao distanciamento no convívio. E nenhum pai quer plantar estas sementes nos corações dos filhos.

O que fazer?

Espíritos têm natural direito de escolha, e os pais, como seus tutores temporários na jornada planetária, podem e devem usar seu conhecimento e experiência para ajudá-los a se orientarem. Mas não para fazer valer sua posição a qualquer custo.

A alternativa é dialogar. Por seus motivos às claras, ao invés de impor suas regras. Formule perguntas que levem a refletir. Filho, o que é importante pra você? O que você deseja para sua vida? Tem certeza de que é uma boa escolha? Veja, pra mim o importante é... E eu gostaria que você pensasse se não seria bom pra você também. Vamos analisar juntos os seus objetivos para descobrir se são viáveis e o melhor modo de atingi-los?...

Ser educado não é sinônimo ser obediente. Uma relação de amor não é uma relação de obediência, mas de respeito e consideração mútuas.

Um filho que sempre obedece provavelmente recebe uma disciplina muito severa, invasiva, que desconsidera o seu livre-arbítrio, e o intimida. O Dr. Lee Salk * chega a afirmar que uma criança totalmente obediente, geralmente, já desistiu das coisas. Então, cabe aos seus educadores perguntarem a si mesmos se é este o fim que buscam.

Por outro lado, quando o amor está em primeiro plano, os caminhos acabam surgindo diante de nós, inclusive os da compreensão e das soluções.

Mas às vezes preferimos acreditar na força, ou no medo, ou na pressão psicológica, para conseguir o que cremos ser melhor. Mesmo dizendo amar, usamos a chantagem. Mesmo dizendo amar, pressionamos, quando amar é o oposto destas atitudes.

Em lugar de impor, por que não pomos nossas intenções e sentimentos às claras?

 



Fonte: Site FEAL em 03/03/2006 - www.feal.com.br

 


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