Renato Costa

>    Deus e a Ciência Humana: Considerações

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(trecho inicial)

 

Qualquer espírita que não tenha tido formação científica ficará, no mínimo, surpreso se, após ler, na Parte I, Capítulo 1 de O Livro dos Espíritos, as questões 4 a 9, que tratam das Provas da Existência de Deus, for informado de que a maior parte da comunidade científica não só não crê em Deus como sequer considera a existência ou não de Deus uma questão a ser tratada.

Antes de esclarecermos o ponto acima destacado, convém definirmos bem dois termos com significados diferentes, mas que costumam, equivocadamente, ser tratados como se sinônimos fossem, quais sejam, ateísmo e agnosticismo.

O ateu nega a existência de Deus e da realidade espiritual. A atitude de um ateu é, portanto, negativa em relação à do crente. Já o agnóstico, este apenas afirma que não é possível hoje comprovar quer a existência, quer a não existência de Deus, sem, contudo, negar que, um dia, tal prova, a favor ou contra, possa ser encontrada. Desse modo, se, por um lado, o ateu sempre abrirá polêmica contra o crente, o agnóstico simplesmente fará saber ao crente que o assunto Deus não é para ele foco de interesse nem tema válido de discussão.

Bem, o que têm as definições acima a ver com nosso estudo? Muito simples: A filosofia predominante da ciência hoje em dia e desde o início do século XX é, com menores ou menores variações, o chamado Positivismo Lógico, que, como iremos ver, tem uma postura totalmente agnóstica.

O Positivismo Lógico foi uma corrente filosófica que surgiu na Áustria e na Alemanha na década de 20 do século passado, voltada à análise lógica do conhecimento científico. O Positivismo Lógico negava qualquer sentido na filosofia tradicional e na metafísica, afirmando que muitos dos problemas então ditos filosóficos careciam até mesmo de sentido enquanto problemas. Na década de 30, os mais importantes representantes do Positivismo Lógico migraram para os Estados Unidos, onde influenciaram consideravelmente a filosofia americana. Pode-se dizer que, até a década de 50 do século passado, o Positivismo Lógico foi adotado praticamente como única abordagem à filosofia da Ciência pela comunidade internacional. Daí o porque de sua influência ainda ser tão forte hoje em dia, apesar de propostas mais flexíveis terem ganhado força posteriormente, em decorrência da própria ampliação do campo de pesquisa das ciências em direção ao macro e ao micro-cosmos.

De acordo com o Positivismo Lógico, somente existem duas fontes de conhecimento: o raciocínio lógico e a experiência empírica.

 

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Fonte: Artigo publicado originalmente em Reformador, Ano 124, No 2.122, Janeiro de 2006

http://aeradoespirito.sites.uol.com.br/A_ERA_DO_ESPIRITO_-_Portal/ARTIGOS/ArtigosGRs/DEUS_E_A_CIEN_HUMANA_RC.html

 



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