Espiritualidade e Sociedade



Mãe Maria de Angola

>     Mulheres com M maiúsculo!

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Mãe Maria de Angola
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Assim o tempo passou, e todos esqueceram de tamanha brutalidade, tanta dor esquecida na terra; mas no alto, o Senhor do Universo, ainda prova aqueles que outrora, participaram destes atos insanos. E por causa desta dor, que agora a preta trabalha nas tendas, e passa adiante as mensagens de seus fios e irmãos, que viveram naquela época.

É muito bom, é gratificante poder falar para todos, mostrar como era doloroso, como as coisas eram difíceis.

Ah! Se tudo fosse como hoje, tudo tão simples, talvez não tivesse tantos ensinamentos para passar para vós micês.

Hoje todos sabem tudo, fazem tudo; mais na hora que a corda acocha, todos caem fora, e deixa só os negos no forgo.

Eu mesma, Maria de Angola, já presenciei fios, que fazia e acontecia; mas quando se precisava provar, que preto, era preto em terra; aí cadê preto? Preto já estava pra lá de Aruanda.

Hoje todos sabem apenas julgar. É raro os que tentam entender as razões, que o Criador usou para fazer, com que aquele espírito seguisse esse caminho árduo e tortuoso.

"Nós não temos o direito de julgá-los, e sim o de ajudá-los".

Por isso é que o mestre Jesus tanto falava aos pecadores e aos impuros.

- "Aquele que não tiver pecados, que atire a primeira pedra'.

Espero que os ensinamentos desta Preta possam ajudá-los há serem um pouco mais benevolentes, com seus irmãos. E que ao tentar coordena-los, não julgar. E antes de qualquer reação, que meus filhos possam erguer esta bandeira branca de paz, que é a nossa Umbanda. E que através dela, possam acolher a todos os que necessitarem desse amparo.

E que através de cada tenda, através das engiras, possam encaminhar a todos a um grau de evolução.

E que, com nossos simples passes, possamos mostrar a grandeza desses ensinamentos, e a maravilha que se faz nas mentes dos imperfeitos com tão simples cânticos.

Se olhassem do ângulo que é o nosso, com certeza, nos aplaudiriam.

- "Como é bela e formosa essa religião".

Que não proíbe, não sufoca com tantas regras. Não cobra o que não se tem. Apenas auxilia, ilumina a quem vem a procura de uma luz nas trevas da ignorância.

Essa é a verdadeira intenção e direção da nossa religião. Tão nova e com tantos adeptos.

Tentaram tirar ela do mapa, mas não conseguiram. E foi através dos negros, que ela ganhou mais força. Foi através dos batuques dos pretos, que ela ganhou força, e cresceu até chegar onde estamos. "Com quase um milhão de adeptos".

É excepcional ver a diferença de 2.500 anos atrás.

Olhar e retroceder no tempo, e ver como os espíritos amadureceram; como evoluímos, como modificamos a face da terra.

De uma província com apenas dois médiuns de incorporação, hoje chegamos a 2.000. E a tendência e crescer e atingir a meta de meio milhão de adeptos.

Com a espiritualidade, a caridade, o amor ao próximo, como objetivo maior. A mansidão e a benevolência para com todos; independente de raça, cor, e posição social. Assim como o mestre Jesus nos disse: "De carinho, amor, amparo e devoção com humildade, de coração puro".

Que assim verão que beleza de planeta.

"Ao invés de tirar dê; ao invés de julgar, ajude; ao invés de criticar, corrija; ao invés de desprezar, auxilie". E assim será um espelho de minha pessoa. Em bondade e benevolência.

É meus filhos, sábios são os ensinamentos desse mestre. Que não foi senão, um homem a pregar em meio as multidões; a falar desse amor, desse campo, onde entram todos em um só grau de evolução.

Mas o que fizeram?" O renegaram e o expulsaram de suas vidas.
Massacraram "seu coração de "Pai", e o condenaram, sem ao menos deixar "Ele" se defender." JULGARAM E O "CONDENARAM."

Mais nem assim "Ele" nos acusou, disse apenas que: "não sabiam o que estavam fazendo".


Texto tirado do livro psicografado de Mãe Maria de Angola.
Escrito em 05/2006.


Nanã a senhora da terra.

A vida naquela época, era diferente, era muito remota; e que nossos sonhos, eram apenas o preparo de uma área de terra.

Essa era a cabecinha de uma menina, quase mulher que se transformara em homem para poder ser ela mesma. E não, ser um objeto de uso do sexo oposto.

Se todas as mulheres fossem assim, agissem dessa maneira, não existiam tantas atrocidades contra a mulher.

Mas desde remotas eras que as mulheres são submissas aos homens, e agüentam tudo para tê-los ao seu lado. Quando na verdade, elas não precisam disso; desse ser nas suas vidas para que sejam fortes ou realizadas.

Nós somos fortes, somos o pai e a mãe da "fortaleza"; e mesmo sozinhas, nós comandamos um batalhão todo sem fraquejar, sem vacilar em nossas opiniões...

Mas nem todas têm uma força maior para não se deixar ser manipulada; e deixam seus parceiros, fazerem delas "bagaço". Coisa que não era necessário.

Hoje, depois de muitos milênios, nós ainda padecemos por causa dessa submissão.

E é por isso, que devemos lutar para sermos fortes, e nos tornarmos "guerreiras vencedoras", ao invés de "mulheres fracassadas".

Mesmo que para isso, nós precisemos nos transverter de um outro ser... E até mesmo de um homem, para que sejamos vencedoras...

Mesmo que, para conseguir esse objetivo, precisarmos ser um homem... Mas que sejamos vencedoras, e não, mulheres fracassadas.

E hoje, eu tive a permissão de escrever, de falar em nome das muitas mulheres que há na face da terra; e que não conseguem ser elas mesmas, e que vivem em função de um outro ser... Mesmo que seja uma outra mulher; um filho; um amigo de trabalho; um chefe, ou seja, lá quem for. Mas que depois de ler essas linhas, que se torne; que ponha para fora a fortaleza que existe em cada uma; e que caminhe, a partir de agora com a cabeça erguida para lutar por seus objetivos; mesmo que seja sozinha; sem a companhia de quem quer que seja.

- Ah! Meu Senhor, quanto tempo eu esperei por essa oportunidade; quanto tempo eu passei com tudo isso engasgado em minha alma. Para apenas só chegar ás inúmeras Searas desse mundão, e apenas incorporar minhas auxiliares...

Ou vocês pensam que a mediunidade é só e unicamente o dom da escrita? Da incorporação?

Não, caros filhos. O dom da escrita é apenas uma das menores pontes para se chegar ao mais fabuloso dom de um ser; de um ser ainda encarnado.

por Margaret Souza
Texto tirado do Manuscrito psicografado em 07/04/07.

 


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